terça-feira, 7 de julho de 2015

Delegado Dr. Luiz Bernardo publica texto referente á superlotação no plantão policial da Delegacia de Caruaru

Foto: Reprodução da Internet

Diante do impasse entre os policiais civis e o governo do estado, o delegado titular da delegacia de polícia da cidade de Toritama, Dr.Luiz Bernardo, publicou em seu blog no último Domingo (05), um artigo que fala das reais condições em que policiais civis estão trabalhando no plantão da delegacia de Caruaru, um plantão que está responsável por mais de 40 cidades do interior do estado de Pernambuco, o que normalmente responde por um a cidade, que é a cidade de Caruaru.

Confira o texto na íntegra:

O que está acontecendo com o Plantão de Caruaru?

Os policiais civis estão insatisfeitos com as condições de trabalho, o salário e a excessiva carga horária, diante disto pleitearam junto ao governo as adequações necessárias para a melhoria da categoria. Entretanto, não obtiveram êxito em nenhum dos pleitos e apesar de haverem dentro da polícia civil duas entidades representativas, isto é, SINPOL (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) e ADEPPE (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Pernambuco), ambas resolveram unificar a mobilização para fortalecer a negociação. 

Apesar do Sindicato demonstrar com mais brevidade a insatisfação de seus filiados, através das paralisações de 24 horas e 48 horas, foi com a adesão dos associados da ADEPPE que o movimento ganhou mais notoriedade, já que mais de duzentos delegados resolveram não fazer hora extra e tal decisão foi acompanhada por boa parte dos escrivães e agentes de polícia, dando mais ênfase à pressão por uma negociação.

Ocorre que no Estado de Pernambuco existem pouquíssimas delegacias de plantão, sendo Caruaru a única cidade da região que foi contemplada por este serviço. Para evitar o caos, existem delegacias improvisadas que funcionam como plantão, tais como: Garanhuns, Bezerros, Santa Cruz do Capibaribe, Belo Jardim e outras. Nestas, as equipes são retiradas das delegacias municipais e o Estado paga aos policiais o PJES (Programa de Jornada Extra de Segurança), comprando a hora de descanso do efetivo, que se sacrifica para receber um valor a mais no defasado salário.

A partir do momento que a maioria dos policiais, unidos pela mesma causa, resolvem não realizar horas extras, todos os plantões que funcionam no regime de PJES são obrigados a encerrar suas atividades e encaminhar as ocorrências para os plantões de fato, como o plantão de Caruaru. 

Contudo, apenas um Delegado fica responsável por mais de 40 cidades, quando em um período de normalidade só responderia por uma, como é o caso de Caruaru. Então, muitos procedimentos vindos das cidades órfãs de delegado plantonista acabam por superlotar as poucas delegacias que restam e o efetivo da polícia militar fica comprometido, fazendo fila à espera de atendimento, bem como, famílias aguardam horas para o encaminhamento das vítimas de homicídio para o IML.

Outrossim, fica evidente que a polícia civil está com o efetivo reduzidíssimo e isto é apenas mais um motivo para o governo valorizar os policiais remanescentes, posto que motivos não faltam, diante dos significativos resultados obtidos por eles através do programa Pacto Pela Vida. A fim de demonstrar a importância dos policiais para o sucesso do programa, que desde a negativa do governo em atender o pleito da categoria os resultados estão negativos e boa parte do efetivo compareceu à SEPLAG (Secretaria de Planejamento) em uma manifestação que simbolizou o enterro do Pacto Pela Vida.

Fonte Jota Lima Texto retirado do Blog do Delegado Luiz Bernardo.



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