segunda-feira, 24 de abril de 2017

PSDB tem seus principais nomes inviabilizados pela Lava-Jato


Fundado em 1988, o PSDB lançou em 1989 um candidato a presidente da República que foi Mario Covas. Naquele pleito o nome tucano ficou fora do segundo turno em quarto lugar, na segunda etapa Fernando Collor derrotou Lula. Após a queda de Collor em 1992, Itamar Franco assumiu o cargo e após alguns equívocos no ministério da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso assumiu a pasta e pôs em prática o Plano Real, que viria a derrotar a inflação e colocá-lo na condição de candidato a presidente.

FHC sagrou-se vitorioso nas duas vezes que se candidatou a presidente, em 1994 e 1998, ambas no primeiro turno, porém os feitos do seu governo foram incapazes de viabilizar um sucessor, e portanto Lula acabou vitorioso contra José Serra em 2002. Se iniciaria ali a Via Crucis dos tucanos, que perderiam as outras três eleições presidenciais seguidas com Geraldo Alckmin em 2006, José Serra novamente em 2010 e Aécio Neves em 2014.

Exceto Mario Covas, já falecido, todos os outros quatro candidatos a presidente do partido figuram na lista da Odebrecht e portanto são investigados na operação Lava-Jato. Num momento em que há um desgaste abrupto da classe política e principalmente do PT pelo desastre que representou para o Brasil o governo Dilma Rousseff, o PSDB seria em tese o partido natural para fazer o contraponto ao petismo.

Porém mesmo figurando na oposição nos últimos 15 anos, os tucanos de alta plumagem não se furtaram de praticar suas traquinagens, evidenciando que apesar de oficialmente estarem na oposição ao PT, na prática o partido foi sócio de toda essa patifaria que estamos descobrindo com as delações da Odebrecht na operação Lava-Jato.

Todos os presidenciáveis do PSDB, Serra, Aécio e Alckmin, além do grão-mestre FHC, não possuem qualquer condição moral, ética e política de se colocarem como alternativa para o país, pois foram desnudados por suas práticas escusas e anti-republicanas.


Informações Blog do Edmar Lyra

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