segunda-feira, 3 de abril de 2017

Célia Sales (PTB) se elege prefeita de Ipojuca

Célia Sales vence em IpojucaFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Apesar do clima de tensão que se instalou no município, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) avaliou como positiva a eleição suplementar

Em uma eleição acirrada e marcada pela judicialização, Célia Sales (PTB) foi eleita, neste domingo (2), prefeita de Ipojuca. A petebista venceu o ex-prefeito Carlos Santana (PSDB) por 55,20% a 42,58%, diferença de 7.085 votos. O vereador Olavo Aguiar (PMN) ficou em terceiro, com 2,23% dos votos. Apesar do clima de tensão que se instalou no município, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) avaliou como positiva a eleição suplementar.

Durante todo o dia de votação, as provocações e denúncias de boca de urna foram constantes. Quatro homens foram detidos no Centro do Ipojuca por, segundo a Polícia Militar (PM), manifestação política coletiva, o que é proibido no dia de votação pela Lei das Eleições (Lei no 9.504/97). Horas depois, após serem ouvidos na Delegacia do Ipojuca, foram liberados.

Segundo o presidente do TRE-PE, desembargador Antônio Carlos Alves da Silva, o pleito transcorreu dentro da normalidade. Apenas estas quatro ocorrências, sem gravidade, e quatro urnas trocadas das 188, sem causar transtornos aos eleitores. “O povo de Ipojuca mostrou que sabe exercer a democracia”, disse o desembargador, sugerindo que os ipojucanos fiscalizem o cumprimento das promessas. 

Antes das urnas fecharem, militantes de Célia se aglomeravam em frente à casa dela na principal avenida do Centro. Fogos, gritos de vitória e provocações ao adversário deram o tom da comemoração. Por causa de um acordo firmado entre os candidatos com o TRE-PE não haverá ato de comemoração oficial nas próximas 48 horas após o resultado. 

A eleição suplementar ocorreu porque o candidato vencedor da eleição de outubro, Romero Sales (PTB), esposo de Célia, teve a candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral por ter sido condenado por improbidade administrativa e não pode assumir.

Blog da Folha

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