domingo, 28 de julho de 2013

Telexfree diz que devolução de dinheiro aos divulgadores é inviável

A Ympactus Comercial Ltda-Telexfree não está disposta a ressarcir seus divulgadores 


O Ministério Público Estadual (MPE/AC) ingressou com uma ação civil pública para que a empresa devolva o dinheiro investido por pessoas que pagaram para entrar no sistema. Em um ano, a Telexfree atraiu mais de 40 mil pessoas no Estado.

Em um dos recursos interpostos, a defesa da Telexfree alega que seria inviável “a devolução de qualquer valor, posto que todos os Divulgadores, sem exceção, receberam os VOIPs adquiridos nas condições contratuais e poderiam revendê-los a terceiros, ou ainda utilizá-los”.

A Telexfree argumenta ainda que, como os VOIPs pertencem ao patrimônio da empresa e foram entregues aos divulgadores, a devolução do dinheiro, sem a entrega da mercadoria, configuraria ‘enriquecimento ilícito’ das pessoas cadastradas.

O setor jurídico da empresa também não admite o ressarcimento dos valores das comissões recebidas- o que a pessoa ganha por conseguir novas adesões.

A Telexfree está com as atividades suspensas desde o mês passado por decisão da justiça que acatou a denúncia do MPE/AC de que a empresa pratica o golpe da pirâmide financeira.
Na Foto: Carlos Costa, diretor de Marketing e sócio da TelexFree

Fluxo turístico da JMJ é recorde histórico para Brasil




Segundo relatório do Ministério do Turismo, dois milhões de turistas vieram ao Rio, gerando uma receita para a cidade de R$ 1,2 bilhão(Foto: Fernando Frazão/ABr)

BRASÍLIA – O fluxo de turistas que vieram ao país por causa da realização no Rio de Janeiro da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que termina neste domingo (28) e tem a presença do Papa Francisco em sua primeira viagem internacional, é um recorde para o Brasil, revelou neste sábado (27) o Ministério do Turismo.

Segundo relatório do ministério, dois milhões de turistas vieram ao Rio, gerando uma receita para a cidade de R$ 1,2 bilhão. O número de turistas é o maior para uma só cidade brasileira em um evento específico, de acordo com o resultado preliminar do estudo elaborado a pedido do Ministério pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Pouco menos um quarto dos turistas são estrangeiros e 72,7% deles está visitando o Brasil pela primeira vez, mas 93% tem intenção de retornar, e destes 53,6% querem voltar em menos de um ano. O tempo média de permanência do turista no Rio é de doze dias.

O número oficial de participantes da JMJ ficou em 865.000 pessoas, embora muitos dos jovens que chegaram de outras cidades e de 61 países não se inscreveram mas participaram do evento.

Outro número considerável de pessoas, inclusive de outras religiões e muitos de férias, mas em ambos casos curiosos pela visita do pontífice católico ao Brasil, também viajaram para o Rio.

Entre os participantes da JMJ, 85,6% são solteiros, a maioria (52,5%) são mulheres, e a idade média em ambos sexos é de 25 anos.

Mais da metade dos peregrinos (55%) se hospedou em casas de voluntários e residências paroquiais cariocas, 7% se alojou em hotéis e o restante em pousadas ou albergues coletivos.

A pesquisa consolidada será divulgada em agosto na cidade de Aparecida do Norte, a 167 quilômetros de São Paulo e que também foi visitada por Francisco, informou o Ministério.

Deu no FolhaPE

Dilma: não haverá “volta, Lula” porque ele “não saiu”




De acordo com ela, as comparações com o seu antecessor não a incomodam (Foto: Divulgação)

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que o ex-presidente Lula (PT) “não vai voltar porque ele não saiu”. De acordo com ela, as comparações com o seu antecessor não a incomodam “nem um pouquinho”. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que será publicada na edição deste domingo (28).

Entre os pontos abordados, Dilma falou da reforma política. Ela ressaltou que a proposta é um pedido de “todo mundo”. Para a petista, o plebiscito – que foi sugerido por ela – daria mais legitimidade às mudanças no sistema político.

A presidente também negou que esteja pensando em cortar o número de ministérios, já que a diminuição de pastas não traria economia para o Governo Federal. A petista também garantiu a permanência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no posto. Há quem critique a permanência do auxliar no cargo.

    Discurso encontra eco nos protestos das ruas




    Papa defende melhoria de serviços públicos, uma das bandeiras dos protestos (Foto: Tomaz Silva/ABr)

    Ao longo de uma semana de estadia no Brasil para participação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o politizado discurso que o papa Francisco entoa desde o início do seu pontificado pareceu encontrar ainda mais ressonância, sobretudo por conta do efeito da série de manifestações que tomaram, há mais de um mês, conta do País. A defesa de uma participação maior da Igreja Católica nos debates que dominam a sociedade, como a melhoria de serviços públicos essenciais, dialoga com o difuso movimento das ruas e ressalta a lembrança de que o sumo pontífice, além da liderança religiosa, exerce o papel de chefe de Estado.

    O Vaticano é uma cidade-Estado soberana, que conta com suas próprias leis, embora, devido à religião, a sua influência ultrapassa os limites territoriais e a representatividade e o poder canalizados em seu líder maior extrapolam o próprio sentido do sacerdócio. A recepção proporcionada pelos católicos brasileiros ao papa Francisco, no início da semana, certamente não se repetiria com nenhum líder de outra religião ou chefe de Estado.

    A euforia demonstrada com a chegada de Jorge Mario Bergoglio ao Brasil, que remeteu, em alguns momentos, a adoração a um tipo de expressão de santidade ou personificação da mesma, ignora a política envolta à figura do líder maior da Igreja Católica. Contudo, parece ser justamente esse tratamento sacro que garante a legitimidade das relações internas e externas distante do caráter religioso do Estado da Cidade do Vaticano.

    “O papa simboliza tudo aquilo que a gente, enquanto cristão, espera ser. Representa uma figura santa, uma espécie de ídolo, de líder que nos guia”, exalta o católico fervoroso Maurício Lopes, que ressalta a inexistência da relação entre a fé depositada no líder da Igreja Católica e os entraves políticos que a cercam. “Independente do que ocorra de errado, dos problemas da Igreja, não há mudança na fé. É essa fé que supera os erros da Igreja”, destacou. Ele acompanha, do Recife, toda a movimentação realizada pelo sumo pontífice durante a JMJ, no Rio de Janeiro.

    O historiador Tomé Costa Monte analisa que é justamente nesse perfil de fé que se distancia da política que o Vaticano aposta para a manutenção de sua estrutura e influência. “Quando eles estão diante de um problema, de um escândalo, abafam com a fé”, atestou, destacando que o instrumento é um mecanismo eficaz que garante a sobrevida da instituição ao longo dos séculos.

    O estudioso lembra que, no século V, na fase de transição da História que possibilitou o nascimento da Idade Média, o papa Zacarias firmou o primeiro grande acordo político da Igreja Católica. O então sumo pontífice concordou em garantir o surgimento do Império comandado por Pepino, o Breve, em troca de terras e de apoio bélico contra o povo lombardo, no antigo território franco – hoje, a Itália. “Pepino precisava que a Igreja concordasse com o seu título de rei e ela aceitou num acordo político que garantiu a sua continuidade”, ponderou.

    Por Gilberto Prazeres
    Do Blog da Folha