segunda-feira, 22 de abril de 2013

Remédio que ajudou curar câncer de Dilma é vetado pelo SUS



Um remédio usado pela presidente Dilma Rousseff para o tratamento do câncer no sistema linfático que teve em 2009, o rituximabe, foi vetado em caráter preliminar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para ser prescrito a pacientes da rede pública. O documento, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec), esteve até esta segunda-feira em consulta pública e causou protestos de médicos e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Já na rede privada, o mesmo medicamento tem licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser receitado desde 1998.

Dilma foi curada de um linfoma não Hodgkin de grandes células B. Para este tipo de linfoma — um entre os 20 tipos existentes e que acomete 30% dos pacientes com a doença — o SUS já aprovou o uso do rituximabe. Mas para o linfoma não Hodgkin folicular, responsável por outros 20% dos casos, o parecer prévio da Conitec informou que não foram encontradas evidências que justificassem o uso do remédio. Em média, o tratamento completo com o medicamento custa cerca de R$ 50 mil, de acordo com a Abrale. A Conitec fez o parecer usando informações da Roche, farmacêutica que fabrica o remédio e pediu à comissão a licença para fornecer o remédio à rede do SUS.

Agora, terminado o prazo para consulta pública, a comissão do SUS terá que divulgar se mudou de ideia ou manterá o medicamento fora da lista fornecida pela rede pública. De acordo com o Ministério da Saúde, o parecer final deverá ser anunciado entre os meses de maio e junho. 'A comunidade médica internacional inteira recomenda o uso deste medicamento para o tratamento da doença. É como prescrever penicilina para tratar pneumonia. Não foi usado um critério médico, mas sim econômico para vetar o uso do rituximabe ', afirma o oncologista Daniel Tabak, ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer.

Diretor da Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia celular, Carlos Sérgio Chiattone demonstrou perplexidade com o parecer técnico da Cointec. O hematologista diz que o documento distorce estudos científicos que comprovam o efeito do remédio no tratamento do linfoma folicular, associado à quimioterapia: 'É de absoluto conhecimento da comunidade científica no mundo desenvolvido da prescrição da imunoterapia (classe de medicamento à qual pertence o rituximabe) para o linfoma não Hodgkin folicular. Até os planos privados, que costumam ser altamente restritivos com custos, aceitam o tratamento'.

magno martins 

Santa Cruz abre pequena vantagem rumo à final



O Santa Cruz largou na frente do Náutico na briga por uma vaga na decisão do Campeonato Pernambucano. Os tricolores venceram por 1×0, neste domingo, no Arruda, com um golaço de Renatinho, no começo do segundo tempo. Com o resultado, o time coral pode até perder para o Timbu com um gol de diferença, a partir de 2×1, que se garante na final.

Meia hora antes da bola rolar no Arruda, uma enorme surpresa. O anúncio da escalação trouxe um inesperado esquema 4-3-3, com Jones Carioca fazendo o papel de terceiro atacante. Além do esquema, uma mudança na cabeça de área. Auremir, que reclamou de uma contusão, deu a vaga a Josa.

A ousadia de Silas pegou o Santa de calças curtas, como diriam os narradores de antigamente. Com o trio de atacantes marcando a saída de bola e o meio de campo timbu jogando adiantado, na intermediária coral, o time de Martelotte sofreu para fazer a bola chegar no seu ataque.


O meia Renatinho foi o autor do tento Coral na partida(Foto: Hesíodo Góes)

A situação tricolor ficou ainda pior quando, aos sete minutos, Natan sentiu uma lesão muscular na coxa e deixou o campo. Renatinho entrou.

O jogo foi ficando cada vez mais truncado, com o Santa esbarrando no bloqueio alvirrubro, que também pouco produzia ofensivamente além de bolas esticadas o tempo inteiro para os homens de frente.

E neste contexto, o número e intensidade das faltas foram crescendo gradativamente. Foi quando o árbitro Gleydson Leite passou a cometer o absurdo de não mostrar para ninguém o cartão amarelo (um dos critérios de desempate do monstruoso regulamento da competição).

Com a omissão do juiz, a partida ficou cada vez mais dura. Até os 30 minutos, pelo menos quatro cartões deveriam ter saído do bolso de Gleydson. Isso só aconteceu aos 40 minutos, quando pela segunda falta dura que cometeu, Douglas Santos recebeu o amarelo.

O primeiro tempo de um péssimo jogo terminou sem uma bonita jogada sequer, um lance de real perigo.


(Foto: Hesíodo Góes)

O Santa voltou do vestiário sem mudanças. Já o Náutico promoveu a entrada de Dadá na vaga de Martinez, que havia levado uma pancada forte Sorriso no primeiro tempo. Taticamente, nenhuma das equipes trazia grandes novidades.

De novo mesmo, só a construção daquela bela jogada reclamada no final do primeiro tempo. Ela aconteceu aos seis minutos e saiu do pé direito de Renatinho, que pegou uma sobra de bola na entrada da área e deu uma pancada, no ângulo de Felipe. Um golaço.

O primeiro gol deixou a partida lá e cá, dando a emoção para fazer jus ao nome do clássico. Silas colocou Vinícius Pacheco e Giovanni nos lugares de Rogério e Josa. O Timbu foi para cima e criou algumas chances de empatar.

O Santa teve as entradas de Caça-rato e Sandro Manoel e também algumas oportunidades de marcar o segundo em lances de contra-ataque. Mas não marcou e levou a vantagem mínima para decidir a vaga na final dentro dos Aflitos.


(Foto: André Nery)

ATUAÇÕES

SANTA CRUZ

DEFESA – Tiago Cardoso pouco trabalhou, mas mostrou serviço quando foi preciso. Os laterais cumpriram as suas missões. Destaque para a personalidade de Nininho no seu primeiro clássico iniciando a partida. Apesar de uma batida de cabeça aqui outra acolá, a zaga soube segurar a pressão alvirrubra.

MEIO DE CAMPO – Anderson Pedra não começou bem o primeiro tempo, mas foi crescendo e virou um monstro na marcação, sendo mais uma vez um dos melhores do time. Luciano Sorriso se complicou muito com erros de passes no primeiro tempo, melhorando um pouco no segundo tempo.

Natan não jogou tempo suficiente para ser avaliado. Já Raul fez a sua pior partida com camisa coral. Displicente no primeiro tempo, menos ruim no segundo. Jefferson Maranhão se destacou mais por cumprir função tática do que por uma atuação individual.

Renatinho, a exemplo de todo o time, não esteve bem no primeiro tempo. Cresceu e ganhou confiança com o golaço que marcou no segundo. Sandro Manoel entrou para reforçar a marcação e deu conta do recado.

ATAQUE – Dênis Marques teve pouca participação nos lances de perigo. Em parte, por ter jogado muito isolado. Caça-rato entrou no segundo tempo e deu mais velocidade ao time.


(Foto: Hesíodo Góes)

NÁUTICO

DEFESA – Felipe não podia fazer nada no gol que levou. Maranhão esteve tímido no primeiro tempo e cresceu de produção no segundo. Danilo Santos esteve muito bem na marcação nos dois tempos. A zaga, um dos maiores problemas do time, não chegou a comprometer.

MEIO DE CAMPO – Josa cumpriu o seu papel na cabeça de área, com muita raça e vontade. Rodrigo Souto, como um segundo volante, precisava sair mais para o jogo. Martinez estava bem até levar uma pancada de Sorriso.

Dadá entrou na vaga do capitão timbu e não comprometeu. Outros que entraram no segundo tempo foram Vinícius Pacheco e Giovanni, ambos ajudaram o colocar o time para cima do Santa no final, mas o gol não saiu.

ATAQUE – Rogério, mais uma vez, muito mal. Displicente, sem confiança. Elton esteve mais ativo, buscando o jogo, fazendo o papel de pivô.

Confira os gols da goleada rubro-negra sobre o Ypiranga