segunda-feira, 4 de maio de 2015

Santa Cruz vence Salgueiro e conquista quarto estadual em cinco anos


(Foto: Paullo Allmeida)

RÔMULO ALCOFORADO/FOLHA PE

Não houve facilidade. Nunca há. A torcida do Santa Cruz sabe disso – e repete frequentemente uma espécie de ditado popular coral: “Tudo é difícil para o Tricolor”. Dentro de casa, neste domingo, a história se repetiu. O time dirigido pelo técnico Ricardinho jogou melhor que o Salgueiro, procurou o gol o tempo todo. Sem muita qualidade técnica, na base da vontade, a equipe lutou. E lutou. E lutou. Só achou a glória aos 24 do segundo tempo, com o atacante Anderson Aquino: 1 x 0. Mas, dizem os experientes, sofrimento cria caráter. A torcida coral sabe sofrer. E nos últimos tempos voltou a se acostumar a vencer. Pernambuco, em 2015, tem dono. E, pela quarta vez em cinco anos, o estado é vermelho, branco e preto.

O primeiro tempo foi todo do Santa Cruz. Inflamado pela torcida e motivado pela necessidade da vitória, o Santa Cruz tomou a atitude desde o início. Isso não se refletiu no placar, é verdade, mas as estatísticas demonstraram a superioridade: o Santa Cruz criou muito mais do que o adversário. A primeira chegada de perigo foi logo aos quatro minutos. Luciano saiu muito mal após em escanteio. O rebote sobrou para o volante Bruninho, do Santa. O chute era até fácil, mas saiu torto. Para fora.

Ainda que não tenha resultado em gol, o lance serviu de combustível para a torcida tricolor entrar mais no jogo. O Santa Cruz seguiu em cima. Martelou, martelou. Edson Sitta levou perigo duas vezes, em chutes de longa distância. O Carcará, por outro lado, não exibia muita força ofensiva. Buscava o contra-ataque. Mas o atacante Kanu, em tarde/noite muito ruins, desperdiçou todas as articulações ofensivas da equipe. A última boa chance coral na primeira etapa foi aos 37. Bruninho fez linda tabela com Betinho, invadiu a área pela direita e deu passe cruzado para Emerson Santos. O meia, porém, bateu fraco. Luciano espalmou e, no rebote, a defesa salgueirense garantiu.

Na volta para a segunda etapa, as duas propostas se repetiram: o Salgueiro se defendia em busca de um bote volta. O Santa Cruz propunha. O Carcará reagia às investidas. Nervoso, porém, o Tricolor falhou diversas vezes no passe que deixaria o atacante em condições de marcar. Aos 23, Anderson Aquino foi lançado por João Paulo, dominou bem, mas, na hora de fazer, se enrolou com a bola e furou. Feio. Quase não deu tempo, no entanto, para a torcida ficar com raiva. No lance seguinte, o atacante tabelou com o camisa 10 – melhor jogador tricolor no jogo e no campeonato-, cortou da esquerda para dentro e soltou um chute rasteiro, rasante, no canto. Sem chance para Luciano. Gol coral, explosão na arquibancada. Imediatamente depois da bola na reda, a torcida soltou o grito que ainda não ousara soltar: “O Campeão voltou”. Voltou.


(Foto: Flávio Japa)

A alegria, como sempre nessas situações, cedeu lugar à apreensão. Sérgio China mandou a cautela às favas. Precisando atacar, acionou o ofensivo Jefferson Berger no lugar do volante Pio. Antes, já havia colocado em campo o meia Cássio no lugar do lateral-esquerdo e substituído um meia, Valdeir, por um atacante, Anderson Lessa. Mexidas corajosas, mas que fragilizaram o setor de meio- campo. O Carcará perdeu capacidade de criação e limitou-se à ligação direta da defesa para o ataque, todas elas rejeitadas pelos altos zagueiros tricolores.

A Cobra Coral conseguiu controlar todo o restante da partida. Não sofreu nenhuma investida realmente perigoso e, ao fim do jogo, incontáveis unhas roídas e infinitos cabelos arrancados depois, pôde fazer a festa. Uma festa, como sempre, do povão tricolor.


(Foto: Flávio Japa)

Ficha do jogo

Santa Cruz
Fred; Nininho, Danny Morais, Alemão e Tiago Costa; Edson Sitta, Bruninho (Diego Sacoman), João Paulo e Emerson Santos (Renatinho); Anderson Aquino (Bileu) e Betinho. Técnico: Ricardinho

Salgueiro
Luciano; Tamandaré, Ranieri, Rogério Paraíba e Marlon (Cássio); Moreilândia, Rodolfo Potiguar, Pio (Jefferson Berger), Lúcio e Valdeir (Anderson Lessa); Kanu. Técnico: Sérgio China

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE)
Árbitro: Emerson Sobral (PE)
Assistentes: Elan Vieira e Albert Júnior (ambos de PE)
Gol: Anderson Aquino (aos 24 do 2T)
Cartões amarelos: Anderson Aquino, Nininho, Renatinho (Santa Cruz); Pio, Moreilândia, Ranieri (Salgueiro)
Público: 46.370
Renda: R$ 1.106.405,00


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Acidente com uma vitima fatal e outra ferida na PE 160.



Na noite deste domingo 03/05, aconteceu um acidente entre duas motocicletas com saldo de um morto e outro ferido na PE 160 que liga Jataúba a Santa Cruz, segundo algumas informações o popular Lucinaldo Mendonça Ferreira, de 32 anos de idade trafegava pela referida PE quando se chocou frontalmente com outra moto, que era conduzida pelo popular Jackson Amorim, conhecido por “Malvado”.




Luciano conduzia a moto Honda CG-150c de cor dourada e placa PQE-8248 de Tuparetama PE, devido a gravidade dos ferimentos Luciano veio a óbito no local do acidente, já Malvado que trafegava em sua moto uma Honda-125c de cor vermelha de placa KGW-0498, teve um braço e uma perna ambos quebrados, ele foi socorrido pela equipe do SAMU, e em seguida foi transferido para o hospital da restauração na capital pernambucana. 






Segundo as informações no local, é que Malvado trafegava em uma moto sem farol. 




Foi feito o levantamento cadavérico e o encaminharam o corpo para o IML de Caruaru.


Collar Blog Jataúba News. 







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