sábado, 15 de dezembro de 2012

Sandro e Memo fora do Santa Cruz


Duas peças fundamentais do clube tricolor nos últimos dois anos estão definitivamente fora do Santa Cruz. Ontem, o que era especulação se tornou fato consumado, quando o volante Memo e o ex-assistente técnico Sandro Barbosa tiveram as suas saídas confirmadas pela diretoria coral. O primeiro retirou a causa na Justiça contra o clube e foi emprestado para a Ponte Preta/SP. Já o segundo alegou problemas pessoais para encerrar o seu ciclo no Mais Querido.
Com contrato firmado com o Tricolor até 2015, Memo conseguiu o que tanto queria. Vai jogar num clube que disputará a Série A em 2013 e o Campeonato Paulista, competição estadual mais forte do País. O atleta foi emprestado por um ano, e a Macaca terá preferência na compra dos direitos do jogador ao término do vínculo. O prata da casa, que iniciou a sua história no clube em 2007, tinha acionado o Santa Cruz na Justiça do Trabalho, mas a diretoria agiu rápido e entrou num acordo com ele. O valor da transação ainda está sendo negociado pelos dois clubes, segundo o diretor de futebol Constantino Júnior. De acordo com o cartola, o importante de toda essa celeuma causada pelo jogador, é que o clube conseguiu chegar a uma solução.
“Negociei diretamente com Memo e o seu empresário e mostrei para eles o melhor caminho. Não era o que a gente queria, mas o que importa é que chegamos a uma resolução, que terminou sendo melhor para todo mundo”, disse o dirigente. Sobre a falta que o jogador deve fazer ao Mais Querido, o diretor preferiu ver com outros olhos. “Não adiantava segurar um atleta que não queria jogar no clube. Mas ele fará falta pela liderança que tinha com o grupo. Além disso, era um jogador que se identificava com a torcida. Mas, paciência. O clube vai trazer outro atleta que seja feliz e que traga bons frutos”, analisou.
Em relação à segunda baixa do Tricolor, o próprio Sandro foi ao clube e entregou duas cartas que explicavam os motivos do seu afastamento. Uma endereçada ao presidente Antonio Luiz Neto e outra a Constantino. De acordo com o diretor de futebol tricolor, o auxiliar técnico não externou nenhum tipo de insatisfação com o seu trabalho no clube. “Pelo contrário, dizia que ele queria cuidar da sua vida particular, das outras atividades que exerce. A gente sabe que ele se entregou ao clube e temos que entender a posição dele, que é um grande ami­go”, revelou Constantino, que se disse surpreso com a decisão. “Lógico que surpreendeu. Ele interrompeu um trabalho que vinha sendo executado com muita dedicação. A gente sabe o quanto ele se entregou em prol do Santa Cruz. A gente fica abatido, chateado com essa colocação. Mas ele explica bem na carta que é uma escolha pessoal. O torcedor, às vezes, é induzido nesse processo eleitoral, mas todo mundo sabe o quanto ele foi importante nos dois anos de gestão de Antonio Luiz Neto”, concluiu.

Passando pra desejar um belo final de semana a todos leitores deste blog.

Severino Cavalcanti pede desculpas ao MPPE



O ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual prefeito do município pernambucano de João Alfredo, Severino Cavalcanti (PP), pediu desculpas ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Em nota, ele afirmou que foi infeliz em suas declarações ao dizer que o Ministério Público de Pernambuco é um “patrono de bandidos”; o gestor teve sua candidatura à reeleição impugnada ao ser enquadrado na lei da Ficha Limpa

O ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual prefeito do município pernambucano de João Alfredo, Severino Cavalcanti (PP), pediu desculpas ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Em nota distribuída à imprensa, ele afirmou que foi infeliz em suas declarações ao dizer que o Ministério Público de Pernambuco é um “patrono de bandidos”. Isso porque o gestor teve sua candidatura à reeleição impugnada pelo órgão, já que o chefe do Executivo municipal participou do esquema conhecido como “mensalinho” em 2005, quando era deputado federal. Cavalcanti foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa que torna inelegível quem renuncia ao cargo após a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar, com o objetivo de não ter seu mandato cassado.
As declarações de Severino Cavalcanti foram dadas no dia 27 de novembro deste ano, em entrevista ao Jornal do Commercio. O prefeito disse que se deixou levar pela “forte emoção ante as inverídicas acusações que foram apresentadas pela oposição ao governo”. O progressista disse que não teve a intenção de desgastar a imagem do MPPE.
Vale ressaltar que as contas do município de João Alfredo foram bloqueadas pelo MPPE, sob a suspeita de que o prefeito estava priorizando o pagamento de fornecedores da prefeitura em detrimento dos funcionários e servidores do Executivo municipal. O caso levou a instauração de uma Ação Civil Pública impetrada pelo promotor Luiz Guilherme da Fonseca Lapenda.
Além disso, quando teve a candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), o gestor tentou eleger Anna Mendes (PSDB), que fazia parte da coligação formada por PP/PT/PSDB/PSDC/PSB/PR/PRP, mas quem saiu vitoriosa foi Maria Sebastiana (PTB). Segundo as denúncias, na época do “Mensalinho”, o então parlamentar teria cobrado propina do empresário de um restaurante que funcionava nas dependências da Cãmara, Sebastião Buani, para que o estabelecimento continuasse em atividade.

Coluna do sabadão

     Eduardo depende do Recife
É mais do que óbvio que o governador Eduardo Campos (PSB) foi um grande vitorioso com a eleição do prefeito eleito Geraldo Júlio (PSB). Ocorre que o Brasil inteiro agora vai acompanhar microscopicamente o desempenho de Geraldo, não pelo prefeito recifense em si, mas pela enorme responsabilidade assumida por Eduardo.
Esta coluna tem informação que Eduardo falou para várias pessoas de sua confiança que o seu desafio maior nos próximos 18 meses é o sucesso administrativo no Recife. Ele sabe que pode ser gravemente ferido se Geraldo não corresponder ao que ele próprio, Eduardo, prometeu ao povo do Recife.
Eleger o prefeito da capital gerou ganhos políticos a Eduardo. No entanto, pode impor perdas incalculáveis ao aspirante a líder nacional. Na verdade, o governador vai ficar frágil também em Pernambuco se Geraldo fracassar e não demonstrar logo que tem mesmo toda a competência que Eduardo garantiu na televisão, nos panfletos e na rua.
As cobranças serão grandes, porque as promessas não foram poucas. Por isso, Eduardo já liberou nada menos que 13 membros do Governo do Estado para comporem o primeiro escalão de Geraldo Júlio: Sileno Guedes, Lauro Gusmão, Antônio Barbosa, Rodrigo Farias, João Guilherme Ferraz, Alexandre Rebêlo, Carlos Percol, Nilton Mota, Marconi Muzzio, Leda Alves, Roberto Arraes, Antônio Alexandre e Ana Rita Suassuna, além de dezenas de aliados que comporão o segundo escalão da Prefeitura.
Eduardo sabe que a Prefeitura do Recife não tem recursos para investir, pois os investimentos próprios da capital não ultrapassam R$ 12,5 milhões por mês, o que é um valor irrisório. Por isso, necessita de profissionais experientes para obterem recursos nacionais e internacionais.
Todos os secretários devem ralar muito para captarem investimentos em suas respectivas áreas, ainda mais agora que Dilma tem dado sinais extremamente negativos quanto a Eduardo, pois considera que ele será um forte adversário eleitoral no Nordeste.
E o PT nacional vai fazer de tudo para cortar as asas do neto de Arraes. O Brasil está no meio de uma importante crise econômica que pode impactar muito das finanças estaduais. Eduardo vai sentir a queda de receita estadual e terá poucas condições de ajudar Geraldo.
O que indica uma situação extremamente difícil para o primeiro ano do novo prefeito do Recife. Esta coluna vai acompanhar, uma a uma, as promessas de Eduardo e de Geraldo.
Vamos estar com lupas e microscópios ativos para revelar aos nossos leitores se Eduardo e Geraldo têm mesmo a competência para enfrentar tempos de vacas magras.
Porque é fácil parecer competente quanto tudo está fácil e se tem como padrinho o presidente da República com vontade de ajudar sua terra natal.
UM CRAQUE – O núcleo duro do governador Eduardo Campos (PSB) voltou a contar com a participação de um dos seus principais conselheiros, mas não áulico, que diz que ao chefe o que tem de ser dito nas horas certas: o atual vice-prefeito do Recife, Milton Coelho. Leal, correto e competente, o novo secretário de Governo terá pela frente uma grande missão, que passa pela ponte do governador com a classe política, especialmente a base na Assembleia Legislativa, que adorou a sua escolha.
O patinho feio -  Nem espaço no Estado nem tampouco na estrutura do Governo Geraldo Júlio. O PSD, tocado no Estado pelo ex-deputado André de Paula, virou o patinho feio da base governista. E fez a sua confraternização, ontem, mesmo com a presença de Geraldo, no maior baixo astral.
Repercussão no Sertão - O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), diz que ficou muito feliz ao saber que o presidente da ONG Brasil sem Armas, Murilo Cavalcanti, foi escolhido para cuidar da área de segurança do Recife na gestão Geraldo Júlio. Em tempo: Murilo atuou na mesma área no início da gestão de Lóssio e só não ficou até o final porque foi convocado para novos desafios.
Queiroz veta - O prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), só vai anunciar que não aceita o aumento do seu salário para R$ 25 mil na próxima segunda-feira. Alega que não recebeu ainda a mensagem da Câmara e que precisa de uma leitura constitucional. Segundo uma fonte bem próxima ao pedetista, ele vai vetar o reajuste, o maior do País.
Nariz torcido - A base aliada do prefeito Geraldo Júlio torceu o nariz quando soube que a vereadora Marília Arraes havia sido incluída na equipe. Não pelas qualidades da parlamentar, claro, que é um doce. Mas pelo ódio mortal que os vereadores têm do suplente Jaime Asfora, do PMDB, que assume no lugar de Marília, porque este fez uma campanha denegrindo a imagem dos colegas e da instituição. E adora os refletores midiáticos.

CURTAS
O CARA DE JOÃO– O DNA do prefeito João da Costa na equipe do prefeito eleito Geraldo Júlio atende pelo nome de Eduardo Granja, que dirigiu o Geraldão e se saiu muito mal. Na campanha para vereador, Granja teve o apoio efetivo do prefeito e da máquina municipal. Mesmo usando a máquina e com rios de dinheiro não se elegeu.
LONGE DE INOCÊNCIO– Os aliados de Inocêncio Oliveira garantem que o secretário de Administração, Marconi Muzzi, escolhido para a função supostamente dentro da cota do PR, não tem nenhuma relação com o parlamentar. Que não estaria sentindo-se contemplado na equipe.
PERGUNTAR NÃO OFENDE – Quando o PSD será lembrado pelo governador ou o prefeito Geraldo Júlio?
'A prudência do homem faz reter a sua ira, e é glória sua o passar por cima da transgressão'. (Provérbios 19:11)

Lulismo começa a baixar, aponta Ibope/CNI

Desde dezembro de 2011, a cada pesquisa CNI/Ibope aumenta o número de entrevistados que consideram o governo Dilma Rousseff melhor que o de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Há um ano, esse índice era de 12%; agora, chegou a 19%. Já os que consideram o governo Lula melhor que o atual caíram de 28% para 21% em um ano. A maioria da população, porém, não vê diferença entre os dois governos (57% em dezembro de 2011 e 59% agora).
 
Segundo o levantamento do Ibope, feito nos dias 6 a 9 deste mês, 23% dos entrevistados citaram o julgamento do maior escândalo da era Lula ao enumerar as notícias mais lembradas sobre o governo Dilma – o caso tem tido grande destaque desde 2 de agosto, quando o julgamento começou. A seguir vieram o anúncio da redução das tarifas de energia elétrica (14%) e a Operação Porto Seguro (10%), da Polícia Federal, na qual foram detidos integrantes do governo acusados de participar de um esquema de compra e venda de pareceres técnicos.(Estadão)

magno martins 

62% dos pernambucanos têm dívidas


A inadimplência é sempre uma pedra no sapato na vida financeira dos consumidores. Essa realidade é revelada pela última pesquisa da Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE), através do Centro de Pesquisa (Cepesq), em convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio Brasileiro às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que registrou que 62,51% dos consumidores pernambucanos contraíram algum tipo de dívida. Na comparação com outros locais estudados, a Região Metropolitana do Recife (RMR) apresentou o maior indicativo, chegando a 68,79%. Caruaru alcançou 61,3%, enquanto Garanhuns (60,83%), Petrolina (59,74%) e Vitória de Santo Antão (59,12%) apresentaram índices bem próximos. A pesquisa foi feita entre os meses de novembro de dezembro.
“Esse estudo vem detectando uma forte disposição dos consumidores a fazer compras de fim de ano. O levantamento da destinação do 13º salário ratificou essa disposição, mas a avaliação do rendimento mostra, especialmente para a Região Metropolitana do Recife, que restrições impostas pelo porte e condições das dívidas deverão arrefecer em parte a propensão ao consumo”, explica o consultor da Fecomércio Luiz Kehrle. Segundo ele, esse endividamento foi gerado antes do recebimento da gratificação. “É bem provável que, ainda no fim deste mês, as dívidas caiam um pouco, devido à regularização dos pagamentos”, comenta.
Em relação ao comprometimento da renda familiar mensal, as dívidas também são maiores na RMR, atingindo 45%, superior à média estadual, que apresentou 40%. Já o menor foi apontado em Caruaru (33%), onde um terço da renda está vinculado aos gastos atuais. Os consumidores da Região Metropolitana, com os de Petrolina, são os que mais possuem dívidas em atraso, excedendo 28% da média do Estado. O menor percentual de inadimplência ocorreu em Garanhuns e Vitória de Santo Antão, em torno de 17%.
“Além de mais endividados, com maior percentual de comprometimento da renda e com mais dívidas em atraso, essas pessoas da RMR são as que mais possuem dívidas atrasados em mais de 90 dias”, explica o também consultor da Fecomércio, José Fernandes de Menezes. Em Caruaru e Garanhuns o percentual de atrasos de mais de 90 dias é inferior ao valor da RMR.
Em Pernambuco, as dívidas em atraso são financeiras (cartão de crédito, cheque especial, empréstimo e financiamento) com mais de 90% dos consumidores obtendo esse compromisso. As dívidas mais frequentes são as domiciliares (67,5%), que incluem água, luz e telefone fixo. Os compromissos escolares, planos de saúde e contas de celulares também se destacam, embora nenhum desses itens atinja mais de 20% das dívidas correntes.

O que é isso (dinovo) companheiro?