Coordenador do MST, João Paulo Rodrigues minimizou, hoje, o risco de as medidas adotadas pelo governo Dilma Rousseff – pacote fiscal e defesa da reforma da Previdência afetarem a participação dos movimentos sociais no ato contra o impeachment.
A manifestação em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do mandato de Dilma está programada para sexta. João Paulo diz que não são as ações do governo que estão em jogo, mas a legalidade do mandato.
"Não é fácil explicar isso. Faremos críticas ao governo. Mas defendemos a legalidade do mandato", disse ele.
O líder do MST afirmou ainda que o modelo defendido pela oposição, o "semipresidencialismo", não funcionaria no Brasil. "O discurso dos tucanos e dos coxinhas poder ser bom para a Europa. Mas no Brasil seria um desastre", argumenta.
Ele diz ainda que o impeachment representaria um retrocesso para as classe trabalhadora e movimentos sociais. Resume: "ruim com Dilma. Pior sem ela". Na tarde desta segunda, movimentos sociais se reúnem para tratar da organização do ato de sexta.
Da Folha de São Paulo

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