Após diversas repercussões na área da saúde do município envolvendo o nome do secretário de Saúde, Fabinho, a equipe do Blog Jataúba News procurou o gestor para obter esclarecimentos sobre os fatos que vêm gerando debates e questionamentos por parte da população.
Durante a entrevista, o secretário afirmou que a demissão de Alba Siqueira não foi uma decisão repentina ou arbitraria. Segundo ele, os motivos já vinham sendo observados há algum tempo. “Eu já tinha falado com Alba sobre essas situações, que ela, na frente da gente, era gestão, vestia a camisa, tava pronta para tudo e quando estava com outras pessoas, principalmente na frente das mães ela era do jeito dela, ou seja, agradava a gregos e troiamos”, afirmou Fabinho.
De acordo com o secretário, uma das principais insatisfações foi a postura adotada por Alba diante das mães e pacientes atendidos pela casa de apoio, o que teria causado conflitos com a gestão municipal. “Ela chegou para a gente e disse que seria bom um ônibus para transportar os pacientes. Já quando estava com os pacientes, ela disse em alto e bom "tom": ‘vocês exijam um carro, porque vocês têm direito de cada um ter seu carro’, assim colocando fogo e fazendo com que as mães ficassem contra nós”, relatou.
O secretário ainda citou situações consideradas irregulares ocorridas no local: “Ela também não relatou que, dentro de um dos quartos, foram encontradas duas mulheres da cidade de Paulo Afonso (BA) trancadas lá dentro, atrapalhando os que de fato precisavam usar o local, e as mesmas não eram pacientes de Jataúba e nem sei qual o motivo das duas dentro do quarto. Em outra ocasião, estava uma turma dentro da antiga casa, seminus, duas mulheres e um homem, os videos chegaram a mim. Foi questionado, mas ela não foi demitida”, disse.
Segundo Fabinho, mesmo diante desses episódios, a demissão não aconteceu imediatamente. “Eu acho engraçado que, com tantas oportunidades de demitir Alba, eu não fiz isso, nem a prefeita. E ela andou falando que eu faço perseguição a ela. Eu, sim, fui perseguido, porque entraram no meu pessoal, e eu não disse nada”, declarou.
Outro ponto abordado foi a disponibilização de veículos para a casa de apoio. Fabinho afirmou que a prefeita chegou a disponibilizar um carro para atender demandas dos pacientes, mas que houve um pedido considerado irregular posteriormente. “A Dra. Cátia disponibilizou um carro do município para ficar lá, para fazer algumas corridas com pacientes ou algo relacionado à casa. Ela disse à prefeita que não precisava e depois pediu que o carro da companheira dela fosse atrelado à casa, junto com a companheira, com combustível livre. Isso eu não posso fazer, isso não pode, seria um gasto a mais sem necessidade e considero isso errado”, afirmou.
O secretário também comentou sobre a instalação de câmeras de monitoramento na casa de apoio, que, segundo ele, foram fundamentais para esclarecer denúncias e evitar acusações injustas. “Sobre as câmeras que foram instaladas e foram questionadas, foram elas que revelaram muita coisa, para não ter acusações injustas como já teve da parte dela (Alba), quando falou que estavam roubando carnes da casa, e isso não estava acontecendo. As câmeras foram uma das principais provas que temos contra qualquer acusação”, explicou.
Fabinho relatou ainda um episódio específico envolvendo uma suposta denúncia feita por Alba contra outra funcionária. “Um dia fui lá para demitir uma pessoa que ela afirmava que não estava fazendo nada. Fui de fininho como sempre com testemunha e, ao chegar lá de surpresa, não era a menina que não estava fazendo nada; de fato a menina era quem estava fazendo as coisas e a comida, e tudo estava como era para estar. Na hora que eu cheguei, Alba fez logo uma pergunta!!!: ‘e aí, ela vai ser demitida hoje?’ Eu respirei e respondi!!: ‘pelo que você me falou da menina, a demitida aqui hoje seria você’”, relatou.
Por fim, o secretário afirmou que sempre demonstrou compreensão em relação à situação pessoal de Alba, mas destacou que houve excessos. “Eu nunca fiz nenhum questionamento que fosse a Alba. Ela chegava atrasada no serviço, só chegava após rodar Uber, e eu não dizia nada, nem a Dra Cátia. Pelo contrário, sabíamos que ela precisava do trabalho. Só que tudo tem um limite”, concluiu.
A gestão municipal informou que permanece à disposição para novos esclarecimentos e reforçou que todas as decisões tomadas visam a responsabilidade com os recursos públicos e o bom funcionamento dos serviços de saúde oferecidos à população.
Blog Jataúba News

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