Na noite desta segunda-feira (24), o Sr. Elias Lopes concedeu entrevista à Rádio Mimoso Web, no programa Noite com os Ouvintes, com Pita Melo e Leno Silva, para esclarecer uma polêmica envolvendo o cemitério da comunidade local. O assunto já havia sido debatido na última sessão da Câmara de Vereadores, quando o vereador Zito Lopes afirmou que a prefeita teria adquirido parte de um terreno para ampliação do cemitério, mas que o negócio teria sido desfeito pelo proprietário, tornando inviável a expansão no local atual.
Durante a entrevista, Elias Lopes apresentou sua versão dos fatos e negou qualquer impedimento à construção ou ampliação do cemitério, destacando que o problema estaria na forma como a situação foi conduzida.
“Eu recebi uma mensagem que não foi positiva para mim. Olhe, o cemitério não foi proibido de fazer. O que eu sei é que queriam invadir para fazer o cemitério, mas não é do jeito que eles querem, porque o proprietário sou eu. Não neguei de jeito nenhum o terreno e nem nego. Está lá o terreno para quem quiser fazer, só que de graça eu não posso dar, porque me custou caro.”
Elias também relatou dificuldades no diálogo com pessoas que o procuraram sobre o terreno:
“Quando esse pessoal me procurou por este terreno, não me procurou gente de competência. Os que me procuraram não têm competência, porque só iam na minha casa e no cemitério puxando briga, dizendo que o terreno era deles. Chegaram a dizer que tinham comprado, escriturado e que tinham testemunhas, e queriam que eu arrancasse as cercas que eu tinha feito. Mandaram 5 mil ‘cruzeiros’ (REAIS) para mim pelo pedaço de terra no cemitério, só que queriam fechar uma estrada que tem muitos anos, que é usada pelo pessoal para acessar seus terrenos e que também é uma estrada de comércio. Quando me deram os 5 mil, em poucos dias um amigo que faz parte da política veio na minha casa e falou que a Dra. (prefeita) mandou buscar o dinheiro. Eu devolvi o dinheiro e, quando devolvi, fiquei sem compromisso com esse povo.”
Segundo Elias, após a devolução do valor, houve uma tentativa de intervenção no local:
“Depois disso, chegaram com uma máquina para derrubar a parede do cemitério. Era para aumentar uns oito metros, mas ela não comprou terra para querer invadir um terreno. Pode fazer na hora que quiser, o terreno está lá. Não pode dizer que ninguém proibiu. O que não pode é invadir um terreno alheio, isso ninguém concorda. Vocês queriam invadir, não queriam comprar o terreno.”
O proprietário também afirmou estar disposto a colaborar em situações emergenciais:
“Eu sei que, se morrer lá uma pessoa que tenha família, tem onde enterrar. Pelo contrário, não tem. E se morrer e não tiver onde enterrar, eu mando enterrar no meu terreno, no pé da parede do cemitério. Porque isso é uma vergonha, brigar por pouca coisa.”
Ainda durante a entrevista, Elias relatou ter sofrido ameaças:
“Eu estou tão ameaçado por um cidadão que ele foi me pegar lá dentro do cemitério. Ele só não conseguiu porque um vereador do lado deles não deixou. Esse pessoal estava a fim de cemitério? Não!! estava a fim de briga. Esse vereador falou que ele ficasse no lugar dele, que lá ele não tinha nada.”
Por fim, o entrevistado defendeu o diálogo como caminho para resolver o impasse:
“Uma boa conversa resolve tudo.”
Além da questão do cemitério, durante a entrevista também foi feita uma denúncia sobre um local conhecido como “ladeira”, onde estariam sendo descartados cadáveres de animais. Segundo o relato, a prática estaria prejudicando o leito do rio, já que, em períodos de chuva, os restos mortais são levados pela água, causando impactos ambientais e riscos à saúde pública.
Por Collar Blog Jataúba News















Foto: Lucas Carvalho



