segunda-feira, 1 de julho de 2013

Indo ao fundo do poço




A presidente Dilma pode ter entrado num processo de inviabilização da sua reeleição ao despencar 27% na pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha. A queda, provocada pelas manifestações populares, provocou uma paranoia na chefona e entre os seus asseclas, mas deixou as viúvas de Lula felizes da vida.

Em sua grande maioria, os petistas não toleram a presidente e torcem para que Lula seja o candidato. Também não toleram Dilma senadores e deputados da base governista.

Igualmente não toleram os seus próprios ministros, principalmente aqueles que até hoje, com dois anos e meio de gestão, não tiveram ainda o direito de um despacho com a intragável. Dilma é arrogante, petulante, dona da verdade.

Dificilmente aceita ponderações, conselhos, o debate do contraditório. Antes, só aceitava as admoestações de Lula, mas até então despencar nas pesquisas não dava mais ouvidos ao seu padrinho político, com quem teve um arranca rabo em Paris e depois nunca mais a relação foi a mesma.

Se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno e as chances de uma derrota batem à porta da presidente, que acha que o mundo gira em torno dela.

Lula tem lá os seus defeitos, o maior deles o de passar a mão na cabeça de corruptos que integraram a sua equipe e foram afastados por pressão da mídia. Mas tem virtudes, a maior delas, é a de saber ouvir e dialogar.

É, na verdade, um animal político, com identidade e cheiro de povo nunca vistos. Por isso mesmo, quando o PT se vê ameaçado de perder o poder, como agora, recorre de imediato à popularidade de Lula, já avaliado como imbatível em qualquer cenário eleitoral.

Mas é bom lembrar que se Lula vier a ser mesmo o candidato, ele também será responsabilizado pela herança eleitoral maldita do PT, que atende pelo nome de Dilma Rousseff.

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