quinta-feira, 19 de julho de 2018

Corpo é encontrado em São Domingos, distrito de Brejo da Madre de Deus


Foto: Ademilton Silva (Agreg Imagem)

No final da tarde desta quinta-feira, 19, o corpo de um popular foi encontrado em São Domingos, distrito de Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco. O homem de identidade ainda não informada estava com ferimentos na região da cabeça, provavelmente provocados por disparos de arma de fogo.

Foto: Ademilton Silva (Agreg Imagem)

De acordo com informações, o policiamento havia recebido informações sobre o caso ainda pela manhã, mas no final da tarde de hoje conseguiu localizar o cadáver. Moradores das imediações devem ser ouvidos e após perícia o corpo será encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Caruaru.





Blog do Bruno Muniz

Jovem capota carro após se assustar com possíveis assaltantes


No final da noite de quarta-feira (19) mais um acidente de trânsito foi registrado em Santa Cruz do Capibaribe.

De acordo com informações da PM, um jovem de 20 anos, que não teve seu nome informado, seguia pela via de acesso ao loteamento Malhada do Meio quando, em um dado momento, teria se assustado com dois suspeitos que teriam tentado assaltá-lo e acabou se assustando, acelerando e capotando o veículo.

Os suspeitos teriam fugido do local. Ele não ficou ferido e o caso foi registrado na Delegacia.




Blog do Ney Lima

Taxa de mortalidade infantil em PE aumenta 8,27% e supera média nacional

Dados do Ministério da Saúde são referentes ao ano de 2016, quando o estado teve média de 15,7 óbitos por mil nascidos vivos. Casos de zika contribuíram para elevação do índice.



Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde de Pernambuco citam casos de zika no estado como fatores responsáveis pelo aumento da taxa (Foto: Reprodução/RBS TV)

Pernambuco registrou um aumento de 8,27% na taxa de mortalidade infantil em 2016, de acordo com o Ministério da Saúde. Segundo o levantamento, esse percentual é superior à média nacional, que fechou o mesmo ano com alta de 4,8%, o que equivale a 14 mortes por mil nascidos vivos. O Brasil não registrava um aumento na taxa desde 1990.

Em 2015, Pernambuco registrou 14,5 óbitos por mil nascidos vivos. No ano seguinte, essa média subiu para 15,7 óbitos. A Secretaria de Estadual de Saúde (SES) apresentou números distintos: média de 14,7, em relação a 2015, e 15,8 para o ano de 2016. No cálculo com os dados do governo estadual, chega-se a 7,48% de aumento. A pasta informou que fatores como negligência no envio de dados por parte dos municípios podem causar variações nos números.

Os dois governos, federal e estadual, creditam a elevação no indicador aos casos de zika registrados durante o período e citam que diversas famílias optaram por evitar uma gestação em consequência dos riscos relacionados à doença, como o nascimento de bebês com microcefalia, quando é identificada uma diminuição no perímetro craniano.

Segundo a diretora-geral de Informações e Ações Estratégicas em Vigilância Epidemiológica da SES, Patrícia Ismael, Pernambuco registrou 153.767 nascimentos em 2015 e 138.602 em 2016, uma variação de quase 10% entre um ano e outro.

"Em contrapartida, tivemos 2.264 óbitos em 2015 e 2.188 no ano seguinte, uma queda de 3,4%. Ou seja, apesar de registrarmos menos óbitos, a queda na taxa de fecundidade foi muito superior e o cálculo considera os dois indicadores", explica.
Taxa de mortalidade infantil para cada 1.000 nascidos vivos
Pernambuco registrou crescimento acima da média nacional no período.

Fonte: Ministério da Saúde

Ainda de acordo com Patrícia, os números referentes ao ano de 2017, ainda em consolidação, devem dar continuidade à tendência de queda na taxa. A secretaria prevê que o número chegue a 13,7 mortos por mil nascidos vivos, resultado abaixo dos dados relacionados a 2015.

Outro fatores

Jane Santos, coordenadora escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Pernambuco e especialista em Saúde e Desenvolvimento Infantil, aponta que a queda é multifatorial. "A epidemia de zika é uma das causas, mas tivemos outros fatores, como a crise econômica que atinge o Brasil", comenta.

"Muitas vezes, as pessoas até têm acesso aos serviços de saúde da Atenção Básica, mas não têm dinheiro nem meios para o deslocamento, por exemplo. Tudo isso vai influir na taxa", detalha.

Ainda segundo ela, a escolha por adiar uma gravidez é uma opção adotada, na maioria dos casos, por famílias de classe média alta que, tradicionalmente, não estão expostas à condição de vulnerabilidade que envolve os casos de óbitos.

Além disso, Jane Santos aponta que outro dado alarmante é o crescimento de 11% na mortalidade na infância, índice que compreende crianças abaixo de cinco anos, também em 2016. "Nesses casos, a gente já vê um crescimento no caso de mortes de causas evitáveis, como as infecções diarreicas", explica.

De acordo com a gestora, o Unicef acompanha com preocupação a alta e cita a importância de que os investimentos em serviços essenciais, como saneamento básico, a qualidade do atendimento pré-natal, do atendimento no parto e pós-parto sejam ampliados, assim como os cuidados com as doenças imunopreveníveis sejam assegurados.

Desafios

A gerente executiva da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente, Denise Cesario, cita a redução nos investimentos em programas como Rede Cegonha e Bolsa Família como fatores que influenciam no aumento da taxa.

"É importante que o novo gestor federal, eleito em outubro, assuma o desafio de entender esse cenário, da importância das políticas sociais para um enfrentamento significativo", observa a socióloga, que aponta a Emenda Constitucional 95, que prevê um teto dos investimentos em áreas como saúde e educação, como um elemento que pode trazer problemas futuros.


Por Allan Nascimento, G1 PE