sexta-feira, 6 de setembro de 2013

No G20, Obama vai a dilma para explicar espionagem




Presidente dos Estados Unidos vai esclarecer pessoalmente a prática de espionagem de seu governo à presidente Dilma Rousseff, informou nesta quinta-feira o assistente para segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes; não foi divulgado dia nem horário, apenas que o encontro, informal, deve ocorrer durante a reunião da cúpula do G20, que acontece hoje e amanhã em São Petesburgo; Dilma cancelou o envio de uma equipe aos EUA que prepararia seu encontro com Obama, em outubro, em um sinal de que pode cancelar a própria viagem
247 – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu explicar pessoalmente a prática de espionagem de seu governo à presidente Dilma Rousseff. O encontro será informal e deve ocorrer durante a cúpula do G20, que acontece nesta quinta e sexta-feira em São Petesburgo, na Rússia. A informação foi dada pelo assistente para segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, que não divulgou dia nem horário exatos da reunião.

Rhodes disse entender o "quão importante é o tema para os brasileiros". Mais cedo, porém, na primeira manifestação da Casa Branca sobre o assunto, ele afirmou esperar que "os brasileiros entendam qual é a exata natureza de nossa inteligência", sem dar mais esclarecimentos. Obama chegou à antiga capital russa nesta quinta-feira 5, preparado para receber críticas sobre as investigações e em meio à tensão sobre uma possível ação militar na Síria.
Dilma Rousseff cancelou o envio de uma equipe que iria para os Estados Unidos a fim de preparar seu encontro com Barack Obama, marcado para outubro. A atitude é um sinal de que a própria viagem pode ser cancelada, apesar de, formalmente, o Itamaraty afirmar que nada foi alterado na agenda. A presidente se diz extremamente "irritada" com as investigações e exige um pedido de desculpas do governo norte-americano.
Denúncias recentes do programa Fantástico, da TV Globo, revelaram que espionagens de agências americanas atingiam diretamente a presidente Dilma, por meio de e-mails e telefonemas, e seus assessores diretos. O presidente do México, Enrique Piña Neto, também foi alvo. Nesta quarta-feira 4, durante coletiva de imprensa em Estocolmo, na Suécia, Barack Obama insinuou que Dilma fosse uma "área de preocupação" de seu governo, uma vez que cidadãos comuns, segundo ele, não era espionados, mas apenas "algumas áreas de preocupação".
Leia reportagem da Agência Brasil sobre o cancelamento da equipe brasileira a Washington:
Dilma cancela viagem de equipe responsável por preparar visita aos EUA

Danilo Macedo e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff cancelou o envio – a Washington (Estados Unidos) – da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar a primeira visita com honras de Estado. Os brasileiros viajariam no sábado (7). A equipe, formada por seguranças, diplomatas e funcionários do cerimonial deveria ficar em Washington por cinco dias, preparar a agenda de compromissos e verificar as instalações.
Eles são responsáveis pela organização da logística da viagem, como hospedagem, transporte, rotas seguras que devem ser percorridas pela presidenta da República. Viagens de Dilma ao exterior e internas no Brasil todas são antecedidas por uma equipe precursora.
No último dia 2, Dilma sinalizou a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais dela e de assessores, a presidenta avalia a situação. Mas, oficialmente, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, evitou comentar o tema.
Antes da visita de Dilma aos Estados Unidos, ela deve participar, em Nova York, no próximo dia 24, da Assembleia Geral das Nações Unidos, como convidada, sem caráter de chefe de Estado.
O último brasileiro recebido com honras de chefe de Estado nos Estados Unidos foi o então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995. A honraria é concedida pelos norte-americanos a raras autoridades, pois envolve uma série de situações relacionadas ao cerimonial.
Pela previsão anterior, Dilma seria recebida na Casa Branca com um tapete vermelho e homenageada com um jantar de gala. Também terá momentos de retribuição às homenagens que receberá, como ao depositar flores no obelisco – monumento em memória aos heróis de guerra.
Em maio, quando o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, foi a Washington (Estados Unidos) e esteve com o secretário de Estado, John Kerry, ficou definida a data da visita de Dilma.


magno Dantas 

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