
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), classificou como oportunismo eleitoral o pedido de impeachment protocolado pela oposição na Câmara de Vereadores.
A movimentação política surgiu após uma polêmica no concurso para procurador do município, envolvendo a classificação de candidatos em vagas destinadas a pessoas com deficiência e a apresentação posterior de um laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) por um candidato aprovado em 63º lugar.
Durante a inauguração de um parque alagável no bairro do Barro, o prefeito afirmou que, devido ao ano eleitoral e ao seu desempenho nas pesquisas, adversários estariam apelando para estratégias desesperadas.
“Algumas pessoas acham que vale o jogo do vale-tudo. Não é assim”, rebateu Campos, que mencionou ter um irmão com síndrome de Down para reforçar seu compromisso e responsabilidade com o tema da inclusão. Ele declarou ainda ter “absoluta confiança” que o Legislativo municipal não cederá a “irresponsabilidades eleitorais”.
Embate jurídico e político na Câmara Municipal

A tramitação do pedido de impeachment gerou versões conflitantes entre a presidência da Casa e o autor da proposta, o vereador Eduardo Moura (Novo).
Posição da Câmara: Em nota oficial, o Legislativo informou que o pedido não cumpre os requisitos da Lei Orgânica do Município e que a Procuradoria da Casa ainda analisa se a matéria poderá tramitar.
Contraponto da Oposição: O vereador Eduardo Moura desmentiu a nota da Câmara via redes sociais, afirmando que o documento está apenas passando por uma “revisão ortográfica” no Departamento Legislativo e que ainda não foi enviado para análise jurídica da Procuradoria.
Defesa da Gestão: O líder da bancada do PSB, vereador Rinaldo Junior, defendeu a postura do prefeito e criticou a tentativa da oposição de politizar uma questão administrativa e jurídica referente ao concurso público.
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