sábado, 22 de novembro de 2014

Morre aos 87 anos o poeta Cearense "Seu Lunga" um simbolo flolcórico do mau-humor



Joaquim dos Santos Rodrigues, conhecido como “Seu Lunga”, morreu por volta das 9 da manhã deste sábado, 22, na cidade de Barbalha, no Interior do Ceará.
O sucateiro tinha 87 anos e estava internado no Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha, onde tratava de um câncer de esôfago.

“Seu Lunga”, que entrou na história do humor brasileiro por ser uma espécie de “antítese” da risada, até porque eram as respostas mais ásperas em diálogos que faziam sucesso entre o público.

Seu Lunga era um poeta, vendedor de sucata e repentista do Juazeiro do Norte, que ganhou notoriedade pelo seu temperamento forte, tornando-se um personagem do folclore nordestino. Seu apelido veio de uma vizinha que lhe chamava de Calunga, devido a sua loja. Com os passar dos anos ficou apenas Lunga.

Biografia

Nascido em 18 de agosto de 1927 no município de Caririaçu, Joaquim dos Santos Rodrigues passou a infância com os pais e sete irmãos no município de Assaré. Voltou a Juazeiro do Norte aos 20 anos, em 1947, onde casou-se e teve 13 filhos – três homens e 10 mulheres.

Em entrevista ao O POVO, em novembro de 2009, seu Lunga, como é conhecido desde “menino novo”, fez questão de negar a autoria das piadas grosseiras atribuídas a ele. Os cordelistas eram o principal alvo da mágoa de seu Lunga. “Eles ficam falando da minha pessoa, dizendo o que eu não sou”, lamenta.

Durante a conversa com a reportagem, seu Joaquim falou sobre sua devoção a Padre Cícero, distribuiu sorrisos e até recitou poesias. “Nenhuma dessas histórias (contadas nos cordéis) é verdade. É tudo inventado”, se queixou seu Lunga, na época.

Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre. (Ariano Suassuna)


Diário de Pernambuco/Pernambuco 24hs



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