Foto: Eliton AraujoO ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, oficializou sua saída do Partido Liberal (PL) e iniciou uma aproximação definitiva com o Podemos. A movimentação ocorre após um período de desgaste interno na antiga legenda, onde Machado perdeu espaço na executiva estadual para o grupo político liderado pela família Ferreira.
Apesar da troca de sigla, Gilson Machado reforçou, por meio de uma carta aberta, que sua postura ideológica permanece inalterada. Ele assegurou que continua fiel aos valores conservadores e mantém sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o ex-ministro, embora não tenha sido a escolha da cúpula do PL em Pernambuco para o comando da sigla, ele segue sendo o nome de confiança de Bolsonaro no estado.
Foco nas Eleições de 2026
A mudança para o Podemos é vista como um movimento estratégico para garantir viabilidade eleitoral no próximo pleito. Com um capital político relevante, tendo conquistado mais de 1,3 milhão de votos na disputa pelo Senado em 2022 e o segundo lugar na eleição para a Prefeitura do Recife em 2024, Gilson Machado projeta os seguintes passos:
O objetivo central permanece sendo uma vaga no Senado Federal ou, dependendo das composições, um espaço na chapa majoritária ao Governo do Estado. No Podemos, Machado busca maior autonomia para montar bases e liderar o segmento bolsonarista em Pernambuco, sem as amarras do diretório estadual do PL. A saída do PL foi comunicada a Bolsonaro, e a migração para o Podemos deve ser acompanhada por um grupo de aliados que buscam espaço fora do domínio dos Ferreira.
Essa movimentação altera o tabuleiro político pernambucano, especialmente na ala da direita, e coloca o Podemos como um protagonista na recepção de quadros conservadores para as eleições de 2026.
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