
Em uma longa conversa este sábado em Palácio com a governadora Raquel Lyra o ministro Sílvio Costa Filho assumiu o compromisso de apoiá-la e deve ser um dos candidatos ao Senado na chapa da governadora. Depois do encontro, ele confessou a um amigo que saiu muito satisfeito e vai ter uma audiência com o presidente Lula na próxima terça-feira para falar do assunto e tratar da possível saída do ministério dos Portos e Aeroportos no dia 04 de abril.
Resolvida a questão de Silvio, a governadora deve se debruçar sobre uma cada vez mais provável aliança com a ex-deputada federal Marília Arraes, o que deve acontecer em Brasília esta quarta-feira onde também vai estar o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Após o apoio de Silvio, o comentário este final de semana no meio político era de que a chapa de Raquel pode estar definida nos próximos dias com os dois compondo as vagas para o Senado.
O ministro já ligou para deputados mais próximos do Palácio das Princesas para pedir apoio, mas não adiantou qual vaga vai ocupar na chapa. A um deles, porém, foi misterioso: “vou apoiá-la independente de chapa”. O “mistério” é explicado pela dificuldade que tem um provável proponente de se adiantar ao candidato ao governo, ao qual cabe dar publicidade a uma decisão dessa magnitude.
Isso também explicaria a mudez da ex-deputada federal Marília Arraes que, antes de conversar com Raquel, atendia ao telefone e não se recusava a dar declarações, mas nos últimos dias se recolheu por completo, afastando-se não só da imprensa como de políticos mais próximos. Se a chapa para o Senado vier a contemplar Sílvio e Marília, resta saber o destino do senador Fernando Dueire que a própria governadora tem feito questão de elogiar em eventos e em conversas com interlocutores, além de tê-lo convidado a participar, de forma permanente, de sua agenda de inaugurações na Região Metropolitana e no Interior e a acompanhá-la em alguns compromissos em Brasília.
Correndo atrás dos prefeitos
Com exceção do senador Fernando Dueire, que tem o apoio de mais de 80 prefeitos, os demais concorrentes às duas vagas para o Senado estão correndo atrás do prejuízo para conquistar bases municipais. O senador Humberto Costa divulgou este domingo o apoio de 18 prefeitos com os quais se reuniu no agreste, incluindo Rodrigo Pinheiro, de Caruaru, e o padre Joselito, de Gravatá, ambos filiados ao PSD da governadora Raquel Lyra. Como há duas vagas em disputa para o Senado e Raquel ainda não definiu sua chapa, os prefeitos vão se comprometendo pelo menos com um nome, deixando o segundo para depois.
União Brasil longe do PP
É cada vez mais difícil um entendimento entre o PP e o União Brasil em Pernambuco. Como a Federação entre os dois partidos ainda não foi sacramentada os deputados federais Mendonça Filho e Fernando Filho, ao lado do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho arregimentam forças para tentar por água fria nessa fervura. Até porque enquanto Eduardo da Fonte se prepara para ser candidato ao Senado na chapa do prefeito João Campos, Mendonça e os Coelhos conversam com a governadora e sustentam a tese de que como há disputa na possível Federação no estado, cabe à direção nacional resolver a questão.
MDB em banho-maria
Também está indefinida a situação do MDB enquanto o TSE não julgar a ação interposta por diretórios municipais da legenda pedindo a anulação da Convenção que escolheu o ex-deputado federal Raul Henry como presidente estadual do partido. E se o assunto continuar pendente até o dia 04 de abril, quem estiver filiado corre o risco de não poder concorrer à eleição.
Pergunta que não quer calar
Se a aliança de Raquel com Marília se concretizar, o prefeito João Campos vai escolher uma mulher para vice?
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