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sábado, 1 de agosto de 2026

‘Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país’, diz Lula em convenção do PT no Ceará


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (31), que a extrema direita não voltará a governar o Brasil enquanto ele estiver vivo e minimizou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente argentino, Javier Milei, para apoiar candidatos da oposição na disputa para a Presidência da República. A fala do presidente foi feita durante a convenção partidária estadual do PT no Ceará, que confirmou Elmano de Freitas como candidato a governador do estado.

“Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país. E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país”, afirmou. As informações são do g1.

No evento, realizado em Fortaleza na noite desta sexta-feira (31), Lula também demonstrou apoio às candidaturas de Cid Gomes (PSB) como senador e Gabriella Aguiar (PSD) como vice-governadora. Também nesta sexta-feira (31), o presidente visitou o Hospital Universitário do Ceará, em Fortaleza.

Durante o discurso, o petista citou, ainda, que precisará de candidatos para o Senado nas eleições de 2026 porque a Casa “tem metade apodrecida e nós precisamos fazer o Senado fazer as coisas corretas”.

Federação do PP e União diz mais um não ao PL de Flávio Bolsonaro

Por Bela Megale – O GLOBO

Não é só no cenário nacional que PP e União Brasil não estarão com o PL e seu candidato, Flávio Bolsonaro. A federação formada pelos dois partidos negou os apelos do presidente Valdemar Costa Neto para coligarem com o PL em Roraima.

Nos últimos dias, Valdemar Costa Neto ligou para o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, tentando reverter a decisão, mas sem sucesso. Ele ofereceu à federação a indicação do candidato a vice-governador de Artur Henrique.

O principal motivo da negativa foi a chapa montada pelo partido de Flávio Bolsonaro, na qual os dois candidatos ao Senado — os deputados Helio Negão e Nicoletti — são do PL.

Miguel Coelho anuncia desistência da disputa ao Senado em Pernambuco


Às vésperas da convenção que oficializará a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) anunciou, na manhã deste sábado (1º), que retirou sua pré-candidatura ao Senado. Em vídeo publicado há pouco nas redes sociais após uma reunião com a governadora, ele afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo para evitar desgastes à chapa governista e reforçou apoio ao projeto de reeleição de Raquel.

“Sempre defendi que o projeto prioritário é o projeto de eleição de Raquel e de Priscila. Independentemente de quem fossem os candidatos escolhidos, a gente estaria ao lado dela”, afirmou. Segundo Miguel, os dois concluíram que era o momento de retirar a candidatura ao Senado para não colocar o projeto político “em risco”.

“Não era o desfecho que eu queria, vocês sabem. Mas, de novo, não é sobre o eu. É sobre um projeto maior, um projeto para o bem de Pernambuco”, disse.

Apesar da desistência, Miguel afirmou que seguirá atuando politicamente ao lado da governadora. “O Galeguinho continua aqui, de cabeça erguida, firme, continuando o propósito de trabalhar por Pernambuco.”

Eduardo da Fonte derrota Raquel, Miguel é rifado e governadora revive fantasma da traição


A montagem da chapa governista para o Senado terminou com uma derrota política explícita para a governadora Raquel Lyra (PSD). Depois de meses bancando publicamente a candidatura de Miguel Coelho (União Brasil), ela foi obrigada a abandonar sua própria estratégia e aceitar a indicação de Eduardo da Fonte (PP), que fez prevalecer sua vontade na principal decisão política da aliança governista. O desfecho fortalece o deputado federal, expõe a fragilidade da liderança de Raquel sobre sua base e deixa Miguel fora da chapa após ter sido incentivado pela própria governadora a permanecer na disputa.

Mais do que uma disputa por uma vaga ao Senado, o episódio se transformou em uma demonstração de força dentro da base governista. Ao final das negociações, prevaleceu a posição de Eduardo da Fonte, enquanto Raquel assistiu ruir a composição que vinha defendendo desde o início das conversas. Na prática, a governadora terminou cedendo à correlação de forças da federação União Progressista.

Para Miguel Coelho, o desfecho foi o encerramento de uma candidatura que a própria governadora estimulou durante meses. Ao anunciar sua desistência, afirmou que a decisão ocorreu por “questões de forças maiores”. Nos bastidores, a versão predominante é que a garantia de espaço partidário para os deputados Fernando Filho e Antônio Coelho pesou para que o grupo aceitasse retirar sua candidatura, evitando um confronto maior.

O episódio também reabre uma ferida antiga na relação entre Raquel Lyra e o grupo dos Coelho. Em recente almoço que já sinalizava um possível rompimento político entre ambos, Fernando Bezerra Coelho Filho teria classificado a então aliada como “traidora”. Agora, após incentivar Miguel a permanecer na disputa e não conseguir sustentá-lo até o fim, aliados do ex-prefeito voltam a associar o desfecho ao histórico de rompimentos da governadora.

No balanço final, Eduardo da Fonte sai da negociação como o principal vencedor. Demonstrou força suficiente para impor sua estratégia à chefe do Executivo estadual e consolidou sua posição dentro da coalizão governista. Raquel Lyra, por sua vez, inicia a campanha carregando o desgaste de uma articulação em que sua vontade não prevaleceu justamente na definição mais importante de sua chapa majoritária.

Pesquisa RealTime Big Data indica empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco


Uma nova pesquisa do instituto RealTime Big Data, divulgada pelo portal UOL, aponta um cenário de empate técnico na disputa pelo Governo de Pernambuco entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), tanto no primeiro turno quanto na simulação de segundo turno.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 27 e 30 de julho de 2026, ouvindo 1.600 eleitores em todo o estado. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi financiada com recursos próprios e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-08413/2026.
1º Turno: Cenário Estimulado

No cenário principal de intenção de voto estimulada, Raquel Lyra aparece numericamente à frente, mas empata dentro da margem de erro com João Campos:

Raquel Lyra (PSD): 44%
João Campos (PSB): 42%
Ivan Moraes (PSOL): 3%
Renan Hallais (Missão): 1%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0% (não pontuou)
Nulo / Branco: 6%
Não sabe / Não respondeu: 4%
1º Turno: Cenário Espontâneo

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados aos entrevistados, a indefinição ainda é alta, com quase metade do eleitorado sem declarar voto:

Raquel Lyra (PSD): 21%
João Campos (PSB): 20%
Marília Arraes (PDT): 1%
Outros: 3%
Nulo / Branco: 10%
Não sabe / Não respondeu: 45%
Simulação de 2º Turno

Em uma eventual disputa direta no segundo turno entre a atual governadora e o socialista, o equilíbrio se mantém rigorosamente dentro da margem de erro:

Raquel Lyra (PSD): 45%
João Campos (PSB): 44%
Nulo / Branco: 5%
Não sabe / Não respondeu: 6%

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