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domingo, 27 de abril de 2014

Conta de luz vai subir na terça-feira

Aneel autoriza a Celpe a reajustar tarifas nesta segunda-feira. Ao consumidor, resta economizar


Economizar vai ser a única saída se o consumidor quiser diminuir o impacto que o próximo aumento terá na conta de energia, que vai entrar em vigor na próxima terça-feira. Amanhã, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definirá o reajuste da conta de luz dos pernambucanos. A expectativa é de que seja um percentual de dois dígitos como ocorreu com outras distribuidoras do Nordeste que tiveram reajustes que variaram de 11% a 18%. 

“O desperdício de energia tem a ver com hábitos, que podem ser alterados sem custo para o consumidor”, lembra o coordenador geral de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Principe Pires. Ele está se referindo a atitudes simples (veja dicas ao lado).

A outra forma de economizar é bancar um investimento que reduza o consumo de energia. Entre os clientes residenciais, um dos grandes vilões é o chuveiro elétrico, que chega a consumir 18% da energia do Brasil entre as 18h30 e 20h30. Um aquecedor a gás ou a energia solar pode ser uma das soluções para diminuir o impacto do eletrodoméstico na conta. Em média, um investimento desse tipo é compensado em três anos.

Há equipamentos que até desligados consomem energia, caso estejam ligados na tomada, como a televisão, box de TV a cabo, computador, aparelho de som, laptop, segundo a gerente de Eficiência Energética do Grupo Neoenergia, Ana Mascarenhas.

O consumidor deve ficar atento a esses detalhes porque a falta de chuvas e as iniciativas do governo federal (como a lei 12.783) criaram mais despesas com o funcionamento das térmicas (que produzem uma energia mais cara). As distribuidoras tiveram que comprar a energia com o preço em alta e, por isso, estão contraindo empréstimos bilionários. O impacto dessas medidas vão deixar a conta de luz mais alta nos próximos três a cinco anos, segundo especialistas do setor. 

“Os consumidores residenciais não estão mais economizando da mesma forma que faziam na época do racionamento”, diz Ana. O racionamento ocorreu em 2001 e na época até os equipamentos que ficavam em stand by eram desligados da tomada. Na época, o governo obrigou as famílias a reduzirem 20% do seu consumo.

Jornal do Commercio

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